
🔎 Introdução
A União Europeia (UE) anunciou uma proposta abrangente para eliminar gradualmente equipamentos e componentes de tecnologia considerados “de alto risco” em infraestruturas críticas, influenciando diretamente o futuro de fornecedores, redes e políticas de segurança digital ao redor do mundo. A proposta é uma das maiores iniciativas recentes em política tecnológica e segurança em 2026, refletindo preocupações profundas sobre segurança cibernética, soberania digital e relações geopolíticas.
📌 O que está sendo proposto
👉 A UE quer descontinuar em etapas o uso de tecnologia de fornecedores classificados como de risco em setores críticos, como telecomunicações, nuvem, serviços médicos, energia, entre outros.
🔹 A medida faz parte de um projeto de revisão do Cybersecurity Act europeu, visando elevar o padrão de segurança e reduzir a dependência de tecnologia de empresas que podem representar riscos à infraestrutura estratégica.
🔹 Embora a proposta não cite explicitamente países ou empresas, ela é interpretada como um movimento visando equipamentos de gigantes tecnológicos de fora da UE — especialmente de fabricantes chineses — em setores sensíveis.
🔹 Caso aprovada, operadoras terão um prazo de até 36 meses para remover componentes considerados de risco de redes móveis e sistemas críticos.
🌐 Por que isso importa
1. Soberania tecnológica e segurança de infraestrutura
A UE pretende fortalecer sua própria capacidade de defesa cibernética e reduzir a vulnerabilidade da infraestrutura digital à ataques, espionagem ou manipulação externa — uma preocupação que cresceu nos últimos anos.
2. Impacto no comércio global de tecnologia
Empresas de tecnologia fora da UE podem perder participação de mercado se seus produtos forem classificados como vulneráveis ou de alto risco. Isso pode remodelar cadeias de suprimentos e estratégias de expansão global.
3. Relações com outros países
A China já criticou a proposta, classificando-a como protecionista ou discriminatória. A tensão entre grandes blocos econômicos pode aumentar, refletindo uma crescente fragmentação digital global.
📡 Conexões com outras iniciativas de segurança
Esta proposta da UE não está isolada — ela segue uma tendência global:
✔ Acordos bilaterais para fortalecer defesa cibernética como o recente pacto entre Alemanha e Israel, focado em infraestruturas críticas, inteligência artificial e cooperação tecnológica.
✔ Mudanças regulatórias em mercados domésticos, como o bloqueio de softwares de segurança estrangeiros obrigatório na China, citando preocupações de segurança e soberania.
✔ Liderança em eventos globais de cibersegurança, com especialistas e executivos renomados assumindo posições estratégicas em conferências de grande impacto, como a nomeação de Jen Easterly à frente da RSA Conference.
⚠️ O que está em jogo para empresas e governos
🏢 Para empresas de tecnologia
- Reforçar segurança de produtos e atendimento a padrões internacionais pode se tornar um requisito comercial, não apenas técnico.
- A certificação e conformidade com normas da UE podem virar fator decisivo para acesso ao mercado europeu.
🇪🇺 Para governos
- A regulamentação define um novo paradigma de gerenciamento de riscos tecnológicos, onde critérios de segurança podem determinar decisões políticas e econômicas.
👨💻 Para profissionais de TI e segurança
- Dominar políticas de segurança cibernética, certificações e compliance será ainda mais crítico.
- Cresce o valor de especializações em arquitetura de segurança, análise de risco e governança de TI.
📍 Conclusão
A proposta da União Europeia para eliminar gradualmente tecnologia de alto risco representa um marco nas políticas de segurança cibernética e economia digital global. Ela não apenas fortalece a resiliência das infraestruturas europeias, mas sinaliza a importância de soberania tecnológica, compliance e segurança como pilares fundamentais do futuro digital. Empresas, governos e profissionais de TI ao redor do mundo precisarão observar — e se adaptar — a este novo cenário.