Os Estados Unidos empregaram tecnologia de guerra eletrônica avançada nas horas que antecederam a operação militar que resultou na captura do agora deposto presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa em Caracas, segundo relatos de autoridades norte-americanas e imagens de satélite divulgadas nos últimos dias.
A chamada Operação “Absolute Resolve” envolveu uma complexa ofensiva aérea que incluiu mais de 150 aeronaves militares, entre caças, bombarderos, drones e plataformas de guerra eletrônica, com o objetivo de neutralizar a defesa aérea e sistemas de comunicação venezuelanos antes do desdobramento das forças terrestres que capturaram o líder.
Guerra eletrônica para “apagar” defesas
Entre os equipamentos utilizados, destacam-se os caças de guerra eletrônica EA-18G Growler, originalmente projetados para interferir e bloquear sinais de radar e comunicação adversários. Esses aviões atuaram como um “escudo invisível”, inibindo os sistemas de defesa aérea venezuelanos e abrindo caminho seguro para a inserção das forças especiais americanas.
Especialistas em segurança afirmam que essa interferência eletromagnética foi crucial para impedir que os sistemas de radar e as redes de comando venezuelanos respondessem efetivamente à operação — inclusive causando interrupções temporárias em partes de Caracas pouco antes da ação principal.
Operação militar de grande escala
De acordo com relatos internacionais, a missão foi planejada por meses e contou com apoio de agências de inteligência e unidades especiais, integrando dados obtidos por drones e outros meios tecnológicos que rastrearam comunicações e movimentos de autoridades venezuelanas.
Fontes oficiais dos EUA afirmaram que a neutralização das defesas foi essencial para que helicópteros transportando tropas de elite pudessem se aproximar com relativa segurança, culminando na rendição e detenção de Maduro e sua esposa, que agora aguardam transferência para julgamento nos Estados Unidos.
Repercussões e contexto
A operação marca uma intervenção militar direta dos Estados Unidos em solo sul-americano sem precedentes recentes, intensificando ainda mais as tensões geopolíticas na região. Autoridades americanas, por sua vez, afirmam que a missão tinha como objetivo enfraquecer ameaças ao combate ao narcotráfico e à estabilidade regional, enquanto aliados e críticos alertam para os riscos de uma escalada militar permanente.
O uso de guerra eletrônica e de tecnologia militar de ponta levanta novos debates sobre o papel da tecnologia nas operações de segurança e inteligência globais, e sobre como esses recursos são utilizados em conflitos internacionais contemporâneos.